Pátio tem exposição ecológica na semana do meio ambiente                               

3/06/2016 às 01h06

O Pátio Roraima Shopping – Avenida João Alencar, 2181, Cauamé - abre suas portas para receber uma exposição fotográfica, artefatos e imagens que retratam os 35 anos de atividades da Estação Ecológica de Maracá, que faz aniversário nessa primeira semana de junho. O evento está aberto ao público diariamente, das 10h às 22, durante todo este mês.

                Maracá é tida como a primeira estação ecológica do Brasil e para celebrar os   35 de fundação vai realizar uma exposição itinerante expondo a sua história até o final do ano, começando pelo Pátio Roraima Shopping.

                A exposição conta com 35 fotografias, banners informativos, ossos de animais e caixas entomológicas. Nos meses seguintes, a exposição itinerante segue para universidades, galerias e escolas. Ao final de cada mês, serão sorteadas cinco camisas dos 35 anos e convites para duas pessoas, com acompanhante, para uma visita educativa guiada com pernoite na Estação Ecológica de Maracá, patrimônio ambiental, histórico, cultural e científico de Roraima.

Sobre Maracá - A Estação Ecológica de Maracá (ESEC) foi criada no dia 2 de junho de 1981 pelo Decreto Federal nº 86.061. Com 101.312 hectares, está localizada entre os municípios do Amajari e Alto Alegre, no norte de Roraima, a 135 km de Boa Vista. Ela é uma unidade de conservação federal administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e apoiada pelo Programa Áreas Protegidas da Amazônia do Ministério do Meio Ambiente.

                Maracá compõe um arquipéla­go com mais de duzentas ilhas, entre elas, a ilha Maracá, que é a terceira maior ilha fluvial do Brasil. A maioria dos arquipélagos fluviais é formada pela deposição irregular de material de fundo que viaja rio abaixo em dunas su­baquáticas. Maracá é uma exceção à regra. A configuração reta do canal ao norte da ilha de Maracá (Furo Santa Rosa) indica que a ilha de Maracá foi formada por duas falhas neotectô­nicas adjacentes, uma que desviou parte do fluxo do rio Uraricoera ao nordeste e outra, perpendicular à primeira, que orientou o flu­xo de volta ao canal principal.

                A unidade está inserida no bioma amazônico, em área de transição floresta-lavrado (savana). O relevo varia de 200m a 400m de altitude. Possui ecossistemas de floresta tropical úmida, floresta estacional semidecidual (floresta monodominante de roxinho - Peltogyne) e três categorias de lavrado (savana). E ainda conta com buritizais, vegetação sobre afloramentos rochosos e vegetação aquática em lagos sazonais.

                A área protegida contribui com a ma­nutenção da área de vida de 22 espécies ameaçadas de extinção, além de abrigar 125 novas espécies descritas pela Ciência. A unidade possui atualmente uma lista de 1.124 espécies de plantas estudadas, entre vasculares e avasculares. Mais de 1900 espécies de invertebrados foram registradas. São quase 900 vertebrados até hoje identificados, sendo 220 espécies de peixes e 28 espécies de anfíbios. Entre os répteis o total é de 66 espécies, incluindo as quatro espécies de jacarés que ocorrem na Amazônia. Aves são 442 espécies, 114 espécies de mamíferos, sendo 47 de morcegos e 15 de carnívoros.

         A Estação Ecológica é utilizada para alimentação, reprodução e permanência de diversas espécies migratórias de aves e peixes como os grandes bagres amazônicos (dourada e a piraíba), que em determinada época do ano necessitam dos ambientes de corredeiras para reprodução, sobrevivência e manutenção de suas populações.

Visitação educativa

            A visitação com finalidade educativa é permitida e incentivada, desde que programada e monitorada. As escolas, universidades e os demais interessados deverão entrar em contato com a equipe gestora que orientará os procedimentos em cada caso. Está em elaboração um protocolo de visita educativa que possi­bilitará aos grupos que já estão fora da esfera escolar e demais organizações da sociedade civil, conhecerem Maracá buscando entender a importância da UC para a conservação da sociobiodiversidade.